Eu também acredito no Jornalismo e tenho certeza que nossos jornais podem ser melhores

A revista The New Yorker de 18/02 publicou uma excelente entrevista com Dean Baquet, editor executivo do New York Times desde 2014.

Baquet vai deixar o cargo este ano aos 65 anos de forma compulsória por política da empresa. Mais que uma entrevista, é uma grande reflexão sobre o jornalismo contemporâneo. Além de reafirmar sua crença no jornalismo, diz que os jornais de hoje podem ser melhores porque têm muitos recursos multimídia.

Primeiro editor negro do Times, encontrou o jornal no olho do furacão com as incertezas do avanço digital na mídia, queda de receitas, demissões e um futuro incerto.  Em seus 8 anos de liderança deixa um legado de prosperidade com a volta da lucratividade, 10 milhões de assinantes, receitas crescentes, dezenas de prêmios jornalísticos de primeira linha e uma redação que saltou trezentos para dois mil colaboradores.

Baquet acredita que o poder dos jornais existe por causa da reportagem. “O trabalho do New York Times deveria ser, no final das contas, sair com a melhor versão da verdade, com sua própria opinião política controlada pelos editores e editores. Nem todo mundo acredita nisso, mas eu acredito nisso. E acho que se você vier trabalhar para o New York Times — se você realmente quer trabalhar para o New York Times — você tem que aceitar isso, porque é isso que o New York Times é”.

Abordando o jornalismo de forma ampla, entra na questão das redes sociais, principalmente o Twiter: “Meu trabalho é tentar convencer minha redação de que eles não devem ser excessivamente influenciados pelas críticas do Twitter e que não devem ter medo de abordar assuntos que são nervosos e complicados. Que eles devem relatar esses assuntos de forma independente e justa, e se o Twitter não gostar, o Twitter pode pular no lago. ”

Artigo – Álvaro Moura (diretor da Premium)

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